sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Rosas, flores, primavera...

A primavera ainda não chegou mas flores são sempre muito bem vindas!

Aqui, abaixo, algumas formas de vc mesma providenciar sua primavera particular  :)

papel crepom







Caixa de ovos (de papelão) 







Rosa de pano (tirinha de pano)





Flor de sianinha 

Flor de fita 

Rosa de pano 



Outra de sianinha 

De filtro de café 





Flores de lata 
                                   créditos: Pinto mas não bordo

Outra




                       créditos: Calma que eu tô com pressa

E maí? Vamos aproveitar o fim de semana?

Sol de Primavera - Beto Guedes

Em homenagem ao mês que se inicia, uma poesia linda para que a Humanidade repense suas atitudes, pois: A lição (já) sabemos de cor... 


 
Sol de Primavera

Beto Guedes



Quando entrar setembro

E a boa nova andar nos campos

Quero ver brotar o perdão

Onde a gente plantou

Juntos outra vez...



Já sonhamos juntos

Semeando as canções no vento

Quero ver crescer nossa voz

No que falta sonhar...



Já choramos muito

Muitos se perderam no caminho

Mesmo assim não custa inventar

Uma nova canção

Que venha nos trazer...



Sol de primavera

Abre as janelas do meu peito

A lição sabemos de cor

Só nos resta aprender



Já choramos muito

Muitos se perderam no caminho

Mesmo assim não custa inventar

Uma nova canção

Que venha trazer...



Sol de primavera

Abre as janelas do meu peito

A lição sabemos de cor

Só nos resta aprender

Aprender...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Cozinhas - detalhes

Adoro cozinhas pois elas teem uma coisa de vida, de família...
Fui buscar no meio de tantas fotos que garimpo na net, detalhezinhos que trazem ainda mais graça para elas.

Talheres de ajuda pendurados, adega anexa à pia, cortina de pano...


Cestinho com temperos expostos, puro charme. 

A escada virou item de decoração com os cestões de vime 

Balança, tachinhos de cobre... 
        Cozinha do Daniel Figueiredo "Panela de Cobre"

Enfeitinho de porta

Cor
                   Foto de "Brigadeiro de Colher"




Afixe o escorredor de louça na parede, ganhe espaço e charme 


Detalhe de aproveitamento de espaços. 

Cestões aramados na parte inferior do armário, ao lado da geladeira:
Grande ideia! 

Tubinhos com as tampas afixadas numa prateleira
enfeitam e expõem as especiarias 

Gavetas afixadas sob o armário dão uma boa ajuda 

Deixe à mão, com graça. 




Acho esta ideia linda. E fácil de executar. 


Muito graciosos os detalhes, não?

Bom, vcs já repararam que eu tenho uma tendência ao estilo rústico, simples...
Deve ser a idade chegando, as lembranças da infância que me parecem mais distantes agora...
Ok, sou jovem ainda, rsrs, tenho 48 anos, mas minha identificação com o que eu vivi (sou neta de gente da roça) bate cada vez mais forte em mim.
Eu que já fui amante do que é moderno, que já apontei o dedo e ri pras coisas antigas, hoje fiz as pazes com elas, mas a saudade permanece.

Hoje recebi um texto com o qual me identifiquei e divido com vcs aqui.
Sorte da jornalista que o escreveu, que teve o insight antes!
Me alenta saber que eu e meu marido temos um plano para breve: Mudarmos para uma chácara, viver de novo na roça.

 Abração  :)
"O CAMINHO DE VOLTA" pela jornalista Téta Barbosa

Já estou voltando. Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta.
Até o ano passado eu ainda estava indo. Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda. Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras.
Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!
Mas, com quase 40 eu estava chegando lá.
Onde mesmo?
No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra FIM. Antes dela, avistei a placa de RETORNO e nela mesmo dei meia volta.
Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo.) É longe que só a gota serena. Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe.
Agora tenho menos dinheiro e mais filho. Menos marca e mais tempo.
E num é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram 4 vezes em quatro anos) agora vêm pra cá todo fim de semana? E meu filho anda de bicicleta e eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou).
Por aqui, quando chove a internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo) abre um livro e, pasmem, lê. E no que alguém diz “a internet voltou!” já é tarde demais porque o livro já está melhor que o Facebook , o Twitter e o Orkut juntos.
Aqui se chama ALDEIA e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama.
No São João, assamos milho na fogueira. Nos domingos converso com os vizinhos. Nas segundas vou trabalhar contando as horas para voltar.
Aí eu lembro da placa RETORNO e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: RETORNO – ÚLTIMA CHANCE DE VOCÊ SALVAR SUA VIDA!
Você provavelmente ainda está indo. Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: “compre um e leve dois”.
Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta.